Setembro Amarelo: suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens

Setembro Amarelo: suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas cometem suicídio no mundo por ano. Essa é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, atrás apenas de acidentes de trânsito. São estatísticas alarmantes, no entanto, é um assunto pouco discutido, segundo a própria OMS.

Por mais solitário que esse ato extremo possa parecer, ele afeta filhos, pais, maridos e mulheres, amigos e colegas. Um estudo americano publicado no ano passado diz que, para cada pessoa que se mata, o efeito pode chegar a impactar 135 outras.

O suicídio afeta pessoas de todas as idades e de ambos os sexos, mas globalmente o índice de suicídio entre homens é mais alto. A proporção entre homens e mulheres, no entanto, varia de país para país. A Rússia tem o índice mais alto de suicídio entre homens (48 a cada 100 mil em 2016), seis vezes maior do que a taxa entre as mulheres. A ligação entre o suicídio e doenças mentais (principalmente depressão e alcoolismo) é bem documentada.

Mas muitos casos acontecem impulsivamente em momentos de crise, quando as pessoas têm surtos diante de estresses, problemas financeiros, separações, dores ou doenças. Os índices são altos entre populações rurais e entre grupos que sofrem discriminação, como refugiados e migrantes, indígenas, pessoas LGBT e presidiários.

De acordo com a OMS, pessoas que passaram por conflitos armados, desastres, sofreram abusos, perdas, violências ou sentem isolamento também estão em risco.

 O que a sociedade pode fazer?

 Organizações de saúde mental tentam acabar com o que dizem ser um mito comum: o de que conversar com as pessoas sobre suicídio vai incentivá-las a tirar suas próprias vidas. De acordo com a organização australiana Beyond Blue, da ex-primeira-ministra Julia Gillard, ter a liberdade de conversar sobre o assunto pode ajudar a restaurar a esperança das pessoas que estão tendo pensamentos suicidas.

“Você não precisa ser um profissional de saúde para apoiar alguém que está em risco. Só precisa ser alguém que está preparado para ter a conversa”, diz Gillard, da Beyond Blue. Embora a ajuda profissional seja essencial, e o único método seguro para que a pessoa faça terapia e consiga remédios, conversar sobre a morte e sobre os pensamentos suicidas com alguém próximo pode ajudar a pessoa a se sentir segura no curto prazo. O importante é mostrar que você não está julgando e conversar sobre o presente.

Fonte: G1

Adicionar Comentário

O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados*

seis + 9 =