Lista de exames da OMS para prevenir e tratar doenças ganha 115 testes novos

Lista de exames da OMS para prevenir e tratar doenças ganha 115 testes novos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou recentemente a lista atualizada de exames essenciais para a saúde preventiva e tratamentos de doenças. A lista é um compilado de testes laboratoriais que deveriam estar acessíveis a todas as pessoas. Eles abrangem diagnóstico, monitoramento de doenças prevalentes e métodos para atestar a segurança de doações de sangue.

O documento também busca estabelecer políticas públicas de saúde em cada país. A primeira edição estava mais concentrada em doenças historicamente prioritárias, como HIV, diabetes, colesterol alto, malária e hepatite. Agora, 115 exames foram incluídos no rol, considerando outras condições, com destaque para o câncer. No total, são 228.

 

A entidade incluiu 12 testes para flagrar tumores malignos e determinar características moleculares de cada um. Isso é importante para definir o tratamento e a agressividade do problema.

 

Os exames de câncer

Um dos testes incluídos na lista da OMS, por exemplo, ajuda a rastrear o tumor de próstata, o mais prevalente em homens depois do de pele. Batizado de PSA, o método mede, em uma pequena porção de sangue, moléculas produzidas pela glândula, que podem estar alteradas na presença da doença.

 

Outra inclusão notável é a pesquisa de sangue oculto nas fezes. Ela levanta a suspeita para o câncer colorretal, um tipo da doença que está em crescimento no mundo. A técnica não confirma o diagnóstico, mas reduz em algumas pessoas a necessidade de realizar investigações invasivas, como a colonoscopia.

 

O rol de exames para condições prevalentes em países de baixo ou médio nível socioeconômico (caso do Brasil) também cresceu. Anemia ferropriva, cólera, leishmaniose, esquistossomose, dengue e zika agora são contempladas com exames na lista.

 

Testes que permitem encontrar o vírus influenza, da gripe, a partir de uma amostra de secreção nasal também foram adicionados. Eles são indicados para locais onde não há laboratório para analisar o sangue. Outra novidade sobre a gripe é a recomendação de monitorar sua presença nas transfusões sanguíneas para evitar infecções.

Fonte: Revista Saúde

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