Dezembro Laranja: vamos cuidar da pele?

Dezembro Laranja: vamos cuidar da pele?

O câncer de pele é o tipo que atinge mais pessoas no Brasil e no mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), são 176 mil novos casos a cada ano no nosso país. Por isso, a própria SBD iniciou um movimento em 2014 para estimular a população a se prevenir e tentar combater o câncer de pele. Assim, nasceu o Dezembro Laranja.

No último mês do ano, também um dos de maior incidência do sol no Brasil, são realizadas ações para debater o câncer de pele. A campanha também ganha força nas redes sociais, onde as pessoas são convidadas a compartilhar uma foto vestindo uma peça de roupa laranja, publicando-a com a hashtag #dezembrolaranja. As ações também incluem iluminação de monumentos, iniciativas de conscientização em praias e parques com distribuição de filtro solar, por exemplo.

Pessoas de pele e olhos claros, mais sensível à ação dos raios solares, ou com histórico familiar de doenças cutâneas, pessoas que trabalham frequentemente expostas ao sol sem proteção adequada e pessoas com mais de 40 anos,  são as principais vítimas do câncer de pele. A doença é praticamente rara em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores.

O câncer de pele é provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele, o maior órgão do corpo humano. O tipo não melanoma pode apresentar tumores de diferentes linhagens. Os mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide. O carcinoma basocelular, apesar de mais incidente, é também o menos agressivo.

Veja os sintomas de câncer de pele

O câncer de pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas, faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer de pele, mas é importante estar sempre atento.

Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente, uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho ou uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento, são casos para se preocupar.

Prevenção

A Sociedade Brasileira de Dermatologia indica que se evite exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h. Além disso, é muito importante o uso de proteção adequada, como bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros, barraca e filtro solar com fator mínimo de proteção 15. Usar o filtro solar apenas uma vez durante todo o dia não protege por longos períodos. É necessário reaplicá-lo a cada duas horas, durante a exposição solar. Mesmo filtros solares “a prova d’água” devem ser reaplicados.

Ao trabalhar ao ar livre, não deixe de usar chapéus de abas largas, camisas de manga longa e calça comprida, e, se puder, use óculos escuros e protetor solar. Também procure lugares com sombra e sempre que possível evite trabalhar nas horas mais quentes do dia.

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