Doença arterial coronariana: o que é, quais os sintomas e como prevenir

Doença arterial coronariana: o que é, quais os sintomas e como prevenir

A doença arterial coronariana, também conhecida como DAC, é a segunda maior causa de
mortes por doenças cardíacas no Brasil, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de
Cardiologia.
Quais são as causas da doença arterial coronariana? Como ela se desenvolve?
A DAC tem como principal característica a interrupção do fluxo sanguíneo nas artérias que
levam sangue ao coração. Esta interrupção é causada pelo acúmulo de placas, que são
compostas não apenas de gordura, mas também de colesterol do tipo LDL, tecidos fibrosos,
células musculares e até mesmo cálcio.
Quando o acúmulo destas placas se intensifica, interrompe a passagem do sangue, seja
total ou parcialmente. É quando ocorre a isquemia cardíaca, ou seja, o tecido do coração
pára de ser irrigado pelo sangue, levando à dor (angina) ou até mesmo à morte do tecido
naquela região do coração, que nada mais é do que o infarto do miocárdio.
O acúmulo destas placas nas artérias, chamadas pelos médicos de placas de
arteriosclerose, ocorre com mais frequência à medida que a pessoa vai envelhecendo, e
afeta mais às mulheres, principalmente depois da menopausa, quando a produção dos
hormônios femininos, que ajudam a reduzir o surgimento das placas, diminui
consideravelmente.
No entanto, não é uma doença causada pela velhice. Fatores de risco como diabetes pré-
existente, sedentarismo, tabagismo, alimentação inadequada contribuem para que a DAC
se desenvolva. Histórico familiar de doenças cardíacas, além da existência de outras
doenças relacionadas, como hipertensão, também aumentam o risco de surgimento desta
enfermidade.
Quais são os sintomas da doença arterial coronariana?
● Dor no peito, como se o coração estivesse sendo apertado ou esmagado;
● Falta de ar, principalmente após esforço mais intenso;
● Cansaço frequente e com muita facilidade;
● Inchaço nos pés
● Em mulheres, podem ocorrer dores súbitas no peito, que também são sentidas nas
costas, braços e barriga. Náuseas e dores na mandíbula também são indicativos em
mulheres que que pode estar ocorrendo uma isquemia cardíaca.
Os sintomas da DAC são bastante característicos, mas é preciso estar atento mesmo se a
pessoa não apresenta nenhum deles, mas tem outros fatores de risco. Em alguns casos –
cerca de 25% -, a isquemia ocorre silenciosamente, ou seja, sem a presença de dor.
Inclusive, há a possibilidade de que o paciente tenha um infarto de forma repentina, sem
nenhum sintoma prévio.

Por este mesmo motivo, é muito importante que se façam consultas com o médico
cardiologista e exames regulares, buscando o acompanhamento e a prevenção da doença
arterial coronariana.
Qual é o tratamento indicado?
O tratamento dependerá do quão comprometidas as artérias estão. Isto pode ser detectado
por meio de exames. O principal é liberar ou aumentar o fluxo de sangue através das
artérias, seja por meio de medicamentos ou cirurgias, em casos mais graves. Substâncias
como o propranolol ou a aspirina costumam ser altamente eficazes no sentido de melhorar
o fluxo cardíaco, evitando que o acúmulo das placas aumente nas artérias.
Uma mudança radical nos hábitos do paciente, tanto alimentares como de atividade física,
deve ser implantada para que a saúde cardíaca seja restaurada.
Os exames mais comuns para detectar a presença da DAC são:
● Eletrocardiograma em repouso: é o eletrocardiograma comum. Embora este
exame seja útil, nem sempre consegue detectar a doença arterial coronariana pelo
fato de que, havendo a circulação de sangue, mesmo que diminuída, as alterações
não aparecem no resultado do exame.
● Teste de esforço: executa-se o eletrocardiograma associado ao esforço físico, ou
seja, o paciente faz um exercício na esteira enquanto se registram as alterações no
funcionamento do coração. Como a doença aparece sobretudo quando há cansaço
físico, este exame chega a detectar 60 a 70% dos casos de doença arterial
coronariana, de acordo com dados da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro.

● Cateterismo: é um exame onde se insere um tubo flexível através das veias,
partindo do braço ou da virilha, para examinar através de câmeras ou raios-X o
estado e o nível de obstrução das artérias. Embora seja um exame mais preciso, é
caro e bastante invasivo, e por isso deve ser seguida a orientação do médico sobre
sua realização.
Caso o tratamento através de medicamentos e mudança no estilo de vida não surta o efeito
esperado, pode-se recorrer a tratamentos cirúrgicos, que têm como objetivo liberar o fluxo
sanguíneo das artérias. Várias técnicas podem ser empregadas, como implantação de
stent, cirurgia de ponte de safena ou bypass cardíaco.
O mais importante é ter o acompanhamento de um cardiologista para determinar qual é a
melhor forma de tratamento da doença arterial coronariana. Fique atento aos sintomas e
procure fazer exames e check-ups regularmente. E, mesmo que não haja sintoma nenhum,
procure o médico caso você faça parte do grupo de risco ou tenha na família algum histórico
de doença cardíaca.

Mantenha hábitos de vida saudáveis, pratique exercícios sob orientação médica e cuide de
sua alimentação. A Doença Arterial Coronariana pode ser fatal e, embora não haja cura
definitiva, pode ser tratada e permitir ao paciente uma vida com qualidade e bem estar.

Procure sempre o médico especialista.

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